sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Entrevista para o 3º exemplar do "Noticias da Hora"


OBA e OBFOG

Participamos pela primeira vez da OBA(Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e da OBFOG(Olimpíada Brasileira de Foguetes).Foi grande a motivação e interesse de um grupo de alunos (Marcelo e Thiago do 3°A,Paulo,Felipe e Marina 1°A)pela OBFOG.Veja no que deu tanto entusiasmo.

Entrevista com o grupo participante da OBFOG – Mendes/RJ


1) Quando vocês decidiram participar da OBFOG, já pensavam na possibilidade de se classificarem para a etapa seguinte?
R: Não, nós fizemos porque achamos interessante e também por brincadeira, para sair um pouco da rotina de aula.

2) Como se sentiram ao serem informados pela diretora,que estavam na lista dos classificados para a etapa seguinte da OBFOG?
R:Surpresos e felizes.O que era uma brincadeira virou coisa séria.

3) Comente sobre as dificuldades financeiras,a busca de patrocinadores,enfim,como conseguiram recursos pra realizarem este sonho?
R:Super difícil,tivemos pouco apoio.Primeiro nós fomos à Câmara Municipal e tivemos apoio de alguns vereadores,fomos também à prefeitura e tivemos apoio do prefeito que nos deu as passagens de ida e volta (Abaeté-Mendes RJ),fomos ao Credioste que teve pouca disponibilidades para nos ajudar.Fizemos uma rifa,foi o que garantiu a reserva do hotel para os alunos.A escola pagou as despesas da acompanhante,a professora D.Luciana .No último dia para confirmação de participação,ainda não sabíamos se ia dar certo pois faltava dinheiro.

4) Como vocês fizeram o foguete?Como fizeram o foguete voar?Contaram com o incentivo e orientação de quais professores?
R:Foram 3 meses de estudo e foram 2 foguetes.Os 2 foram feitos de garrafa pet,o primeiro com a pressão de uma rolha,tinha uma placa de zinco,um peso na ponta de 100g e era a pressão que fazia ele voar,ele voou 34m;o segundo tinha uma aerodinâmica melhor,tinha uma base de lançamento,gatilho de segurança,peso na ponta também de 100g,suportava mais pressão e voava mais longe;em média 80m.Contamos com o incentivo principalmente da professora Neide, ente outros.

5) Como fizeram para transportar “foguete” e combustível em ônibus? Enfrentaram algum obstáculo?
R:Sim.O combustível não foi o problema.O problema foi o foguete e a base de lançamento.A gente pedia as pessoas do ônibus para tomarem muito cuidado.Teve uma parte da viagem que levamos o foguete no colo e quando dissemos que era um foguete,todo mundo queria ver:foi muito engraçado.

6) Sabemos que a comissão organizadora reservou o hotel”Centro Marista São José das Palmeiras”para hospedar alunos e professores participantes da I Jornada de Foguetes.Como vocês foram recebidos?Como foi a convivência com os “semelhantes durante esta semana (07/09/09 a 12/09/09)?
R:Fomos recebidos de forma atenciosa. Foi uma troca de experiências muito boa,fizemos novas amizades.Havia pessoas de todos os níveis sociais e intelectuais,tivemos convivência com alunos de escolas particulares e públicas,embora a maioria dos participantes fossem de escolas particulares.

7) O que vocês têm a dizer sobre o curso de Astronomia que fizeram?
R:Foi muito bom,interessante,uma semana lá valeu mais que 3 anos do Ensino Médio aqui, porque aqui temos aula de Física,lá tivemos aula de Astronomia,ou seja, no nosso Currículo Escolar não consta o que aprendemos lá.Tivemos aula prática e teórica.

8) O que vocês tem a dizer sobre os lançamentos de foguetes?E o nosso foguete?
R:Teve foguete que não saiu do lugar,foguete que bateu em árvore e foguete que surpreendeu a todos voando quase 200m.Tinha foguetes de escolas particulares menos planejado e que voou menos que o nosso e de outras escolas públicas.O nosso foguete poderia ter voado uns 100m,mas a árvore atrapalhou .

9) O que significou para vocês, representarem o Estadual e também Abaeté em um evento tão importante?
R:“Chique demais”,como professora fiquei muito honrada pela confiança que os pais dos alunos tiveram, deixando seus filhos sob minha responsabilidade e também,por ter sido escolhida pela escola para essa viagem (Profª Luciana).Para nós alunos,foi uma vitória muito grande,sermos classificados na primeira participação da OBFOG e, representar o Estadual e Abaeté foi motivo de muita alegria.Tivemos certeza que estamos entre os melhores.

10) Vocês gostariam de fazer algum agradecimento?
R:Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que de alguma forma,possibilitaram a nossa participação na OBFOG-etapa Mendes/RJ.Agradecemos a oportunidade dada pela nossa escola pois tudo começou aqui.Agradecemos aos vereadores,ao Prefeito,a todos que venderam e compraram rifas e aos alunos Paulo(1°A) e Thiago(3°A) que gentilmente cederam aos colegas a oportunidade de participarem da OBOFG-Mendes/RJ.Obs:Só podiam participar 3 alunos e o grupo era formado por 5.

Entrevista para o 3º exemplar do "Notícia da Hora"

ENTREVISTAS COM LÍDERES ESPIRITUAIS EM ABAETÉ

José Sebastião de Alcântara, natural do Cedro do Abaeté, é pastor há 17 anos. Atualmente atua na Igreja Varões de Guerra. Ele foi um dos nossos entrevistados, veja a seguir:



Alunos do 1°A da E.E “Dr. Edgardo da Cunha Pereira” entrevistam
Pastor José Sebastião, da Igreja Varões de Guerra.


1- O senhor estudou em escola publica?Que tipo de aluno o senhor era?
Não. Era um bom aluno.

2- O senhor tem alguma lembrança marcante do seu tempo de estudante, no Ensino Fundamental e Médio? Qual?
No 3º ano do Ensino Médio, menti para meu pai que a professora me tratava mal e saí da escola e nunca mais voltei.

3- Antigamente a educação era mais rigorosa que nos dias atuais. O senhor concorda com isso? O que o senhor acha que mudou?
Sim. Não tinha recursos, teve uma melhoria das escolas.

4- O senhor acha que os pais deveriam participar mais na educação escolar dos filhos?Por quê?
Sim. É bom participar

5- Por que será que os jovens estão se distanciando dos estudos? E da religião?
Porque hoje existe muita influencia. O mundo oferece muitas coisas pra distanciar as pessoas do evangelismo.

6- O desenvolvimento tecnológico é fato. Até onde ele favorece e/ou atrapalha na educação?
Muitas coisas podem ajudar, principalmente quando as pessoas estudam, mas tem coisas que atrapalham.

7- A violência está tomando conta da nossa sociedade. Como a religião pode ajudar na formação de uma sociedade mais saudável?
O evangelismo ajuda as pessoas perdidas no mundo.

8- O que a sua igreja faz para tornar “as coisas de Deus” mais atrativas para os jovens?
Criando idéias melhores, criando retiros.

9- De que forma a religião pode influenciar na educação?
Não pode se misturar as coisas. Ensinamos o evangelho, mas não pode atrapalhar na educação.

10- O que o senhor gostaria de dizer aos pais?Aos alunos? E aos professores?
Pais - Procurem um caminho melhor para a vida dos filhos, ter uma bíblia em casa.
Alunos - Todo jovem deveria se envolver em coisas espirituais, em coisas de Deus.
Professores - Deveria mostrar o caminho de Deus para os alunos, procurar apresentar um trabalho mais sadio para apresentar para os alunos.

Pe. Dimas José Borges, natural de Santo Antônio do Monte é padre há 12 anos e se sente realizado. Está atuando com PE. Antônio Carlos e Pe. Patrick desde janeiro deste ano. Saiba mais lendo a entrevista abaixo:



Alunos do 1° A da E.E “Dr. Edgardo da Cunha Pereira” entrevistam Pe. Dimas.


1- Depois de 70 anos de Franciscanos na nossa Paróquia, vocês chegaram, e já estão conosco há 9 meses. Como vocês perceberam a receptividade da população?
Tudo que é novo traz medo, chegamos com um pouco de medo. A posse foi muito boa, mas encontramos um pouco de resistência e ate hoje sentimos isso.

2- O senhor estudou em escola publica? Qual? Que tipo de aluno o senhor era?
Sim. E.E “Dr. Álvaro Brandão”, fiz o Ensino Fundamental. No Ensino Médio estudei em escola particular. Eu gostava muito de estudar.

3- O senhor tem alguma lembrança marcante do seu tempo de estudante no ensino fundamental e Médio? Qual?
O que me marcou muito foi uma avaliação sobre gráficos e o professor ia sortear quem deveria entregar a avaliação, eu não tinha feito e dei sorte de não ser sorteado. Uma outra vez um colega pegou a prova e passou para todos os alunos da sala quando o professor saiu. Quando aplicou a prova, todos tiraram notas boas.

4- Antigamente a educação era mais rigorosa que nos dias atuais. O senhor concorda com isso? O que acha que mudou?
Sim, os alunos eram mais interessados. Hoje em dia o aluno é muito privilegiado e isso é ruim para os alunos

5- Porque será que os jovens estão se distanciando dos estudos? E da religião?
Às vezes o jovem tem que ajudar a família e outros não gostam de estudar, são muitos fatores. Da religião porque não encontram nela um objetivo, a religião hoje não é atrativa. O mundo oferece coisas atrativas para o jovem e ele vai nessa ilusão.

6- O senhor acha que os pais deveriam participar mais da educação escolar do filho? Por quê?
Sim, para ficar sabendo o que esta acontecendo com o filho, isso não só na educação escolar. Os pais devem ser mais participativos na vida dos filhos.

7- O desenvolvimento tecnológico é fato. Ate onde ele favorece e/ou atrapalha na educação?
Hoje a tecnologia esta dentro da escola, muitas coisas favorecem pois é possível fazer pesquisas e atrapalha porque tira o raciocínio do aluno; quando ele encontra tudo pronto.

8- A violência esta tomando conta da nossa sociedade. Como a religião pode ajudar na formação de uma sociedade mais saudável?
Quando a pessoa comete atos violentos ela não quer fazer isso. A religião pode ajudar a pessoa a despertar o espírito de partilha. A violência é conseqüência de um mal enquanto não houver uma distribuição mais justa economicamente vamos ter sempre uma sociedade violenta.

9- No tempo dos franciscanos eles visitavam as escolas e convidavam os jovens a participarem mais das atividades da igreja. O que os senhores fazem para tornar “as coisas de Deus” mais atrativas para a juventude?
Fizemos a feira vocacional e é promovido no dia da juventude que envolvem os jovens na missa e em gincanas.

10- O que o senhor gostaria de dizer aos pais? Aos alunos? E aos professores?
Aos pais: cuide bem de seus filhos para não os perdes para o mundo. Aos alunos: aproveitem bem esse tempo, supere as dificuldades do dia-a-dia e vão colher os frutos depois.
Aos professores: Professor não é aquele que ensina, mas aquele que aprende ensinando.


Arthur Antônio 3
Camila Fernanda 7
Daiana Cesar 12
Letícia Naiara 22

Entreviista para o 3º exemplar do "Notícias da Hora"

Entrevista com Prof. Gilberto
Gilberto César de Noronha morou na zona rural e estudou em Poções (município de Paineiras) até os 15 anos. Ficou um ano sem estudar. Mudou para Abaeté e fez o Ensino Médio na E.E “Dr. Edgardo da Cunha Pereira”. Saiba mais sobre o professor Gilberto lendo a entrevista a seguir:


1- Quando você se mudou pra Abaeté,como foi sua adaptação a uma nova vida e a uma nova escola?
Foi complicado. Morava sozinho. Fiquei meio individualista e com dificuldades para me relacionar com as pessoa. O primeiro ano no Estadual foi di difícil adaptação:escola grande,muitos colegas.Nunca tinha estudado inglês ,tive de superar isso.Aos poucos tudo foi ficando mais fácil.

2-O seu curso superior de Licenciatura em Historia foi uma escolha consciente ou falta de opção? Você já gostava de Historia ou aprendeu a gostar durante o curso?
Ao terminar o 2° grau me sentia atraído por matemática. Tentei vestibular em Comunicação Social na UFMG e não consegui. Na época esse curso era muito concorrido. Para não ficar um ano sem estudar, pois, não podia pagar um cursinho, resolvi fazer vestibular para o curso de Historia na FASF-Luz. A idéia era estudar um ano e fazer outro vestibular, mas acabei gostando do curso e estudo Historia ate os dias de hoje.

3- Voce fez pós-graduação na área de computação. Você pensou em mudar de profissão ou em preparar-se melhor para continuar como profissional da educação?
Nessa época, eu trabalhava na E.M ‘’Irma Maria de Lourdes’’ como monitor na sala de informática,no projeto pedagógico PROINFO. Me senti motivado em me especializar em informática -area não muito relacionada com a historia, porem relacionada com a minha profissão: professor e pesquisador.

4- Sabemos que você é mestre em Historia. Onde você fez mestrado? Quais as dificuldades enfrentados Durante esse curso?
Fiz mestrado em Uberlândia e as dificuldades foram varias: Conciliar morar e trabalhar em Abaeté e estudar em Uberlândia; viajava muito e dormia no ônibus. Talvez o mais difícil tenha sido a transição do Ensino Médio ‘rede publica’ para o ensino superior ‘rede particular’ e deste para o mestrado ‘universidade publica’.

5- A sua tese de mestrado se transformou em livro. Qual a participação da universidade na edição e publicação de seu livro?
A dissertação sobre Joaquina do Pompéu se tornou livro atraves da editora da própria Universidade. Ao terminar a dissertação ela foi posta para apreciação do conselho editorial da universidade. Num segundo momento, conselhos externos a Uiversidade também fazem sua apreciação, demonstrando ou não , interesse em transformar esse material em um livro. O meu trabalho foi selecionado, editado e publicado pela Editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU).

6- Onde você esta cursando doutorado em Historia?que relação há entre esse curso e sua viagem para França?
Continuo na mesma Universidade, com a mesma orientadora e o trabalho é uma continuação da quilo que não ficou resolvido na dissertação de mestrado. A UFU tem vinculo com a Universidade francesa possibilitando o intercambio de alunos e professores, ou seja, eles vem estudar aqui e nos vamos estudar lá. A viagem para França não é prioridade no momento, mas é uma oportunidade de aperfeiçoamento em relação a questão teórica da tese

7)Você gosta de ser professor?Pretende continuar como professor ou, vai continuar como pesquisador?
-Na verdade, eu gosto de ser professor e acho que seja compatível a profissão de professor e pesquisador. O bom professor é também um pesquisador. Pretendo continuar como professor e pesquisador. A pesquisa é um incentivo para sair da rotina da sala de aula.

8)Qual a importância da educação na sociedade atual?
-A educação faz bem para a economia e o crescimento do país, mas o principal atributo da educação é o crescimento das pessoas. Não adianta crescer economicamente e esquecer o desenvolvimento pessoal. A educação é fundamental para deixar as pessoas mais felizes e entender melhor o mundo.

9)Quais os problemas enfrentados no Brasil?
-Um problema é a desvalorização da educação e o pragmatismo: o seu vínculo ao crescimento econômico, esquecendo o crescimento pessoal. É errado pensar que a educação somente serve para nos trazer retorno financeiro, as pessoas hoje em dia só visam lucros, se a questão for ganhar dinheiro quanto mias se economiza melhor. Educação visando lucro, professores mal remunerados, materiais de baixa qualidade. A situação do professor e em geral do ensino é visto, pro metas obscuras até por quem é responsável pelo ensino. É preciso saber porque estamos ensinando, porque a escola existe! Acho que precisamos revisar nossas prioridades em relação a educação se quisermos falar seriamente em qualidade.

10)Que mensagem você deixaria para seus alunos?E para seus colegas professores?
-Estou com muitas saudades de estar na sala de aula e com todos: alunos e colegas. Nesse tempo estou me dedicando à pesquisa e tive que me afastar da sala de aula mas espero que seja temporário. Todos nós queremos melhorar de vida do ponto de vista econômico, e cultural. Devemos pensar que a educação não se faz somente nas escolas. A educação pode transformar as pessoas em qualquer lugar. Eu por exemplo procurei estudar e me aprimorar há um bom tempo, e faço isso para melhor minha percepção do mundo. Tornar-se uma pessoa melhor é também um modo de mudar o mundo.

Entrevista para o 3º exemplar do "Notícias da Hora"

Entrevista com uma Professora Aposentada.

Dona Maria Eustáquia Faria de Andrade iniciou sua careira no Magistério em 1974. Em 1980 terminou o curso de “Magistério”. Voltou a exercer a profissão nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Fez licenciatura Curta em Letras na FASF-Luz/MG, Licenciatura Plena na faculdade de Formiga/MG e Pós-Graduação em Batatais/SP. Confessa que a luta foi árdua, que precisou de muita garra, coragem e fé para sanar as dificuldades e conciliar trabalho, estudo e família. Dona Eustáquia aposentou no início desse ano. Conheça mais sobre “Guerreira” lendo a entrevista que nós (Ângelo, Weslei, Rafael e Thiago-1ºA) fizemos com ela.




1) A senhora trabalhou como professora quanto tempo?Hoje, aposentada, que balanço a senhora faz da sua experiência profissional?
Trabalhei trinta e três anos. Tenho orgulho do que fiz.Esta experiência profissional, cultural e espiritual me trouxe muitas alegrias. Hoje me sinto em paz e com a sensação de missão cumprida. Uma coisa que ninguém pode me tirar.

2) Qual a importância da educação para a sociedade?
A educação sempre foi importante para a sociedade. Mas hoje, o desenvolvimento da educação tornou-se prioridade, pois para fazer frente ao grande avanço tecnológico é necessário preparar os jovens para que sejam capazes de tornarem-se cidadãos conscientes e trabalhadores.

3) A senhora observou alguma diferença de comportamento e de interesse entre os seus alunos do início da sua carreira e os mais recentes?
No inicio de minha carreira, os alunos tinham mais respeito, amor e demonstravam grande interesse em aprender.Hoje com as alternativas tecnológicas que se mostram mais interessantes, os alunos são mais desinteressados, alem de não conhecerem limites.
Isso torna-se preocupante, pois com essa tecnologia avançada, eles dependem muito mais do estudo.

4) A senhora acha que a tecnologia ajuda ou atrapalha na educação escolar?
Não concordo que atrapalha o estudo. Hoje com os meios de comunicação avançados, o aluno tem que ser responsável maduro e interessado nos estudos. A tecnologia é grande aliada da educação. Cabe aos professores e alunos aprender a utilizá-la, pois nem tudo que está na mídia é verdade.

5) O que a senhora tem a dizer quanto aos pais sobre a educação escolar de sues filhos?
Tenho dó dos pais desta época. Educar é uma tarefa muito difícil. Eles precisam conscientizar em de que os filhos precisam de limites, para saber respeitar às pessoas principalmente, os professores e cumprir os seus deveres.A primeira lição de catecismo inicia-se no ambiente familiar e se completa na escola. Essa primeira lição diz respeito a ética e a moral. Esses dois valores nuca irão cair de moda e sempre existiram.

6) Se a senhora tivesse a chance de recomeçar sua vida profissional,a senhora faria tudo de novo?Por quê?
Faria tudo de novo, pois escolhi essa profissão por vocação.

7) Como a senhora se sente após tantos anos parar de trabalhar?
Foi uma das fases mais bonitas da minha vida. Eu me sinto maravilhosamente bem. Aquela sensação de missão cumprida. Sempre procurei o melhor para os meus alunos.E como sou uma pessoa dinâmica, determinada, corajosa, estou na luta, procurando sempre ajudar o meu próximo. Recomeça sempre...

8) Que mensagem a senhora deixaria para seus ex-alunos?E para os professores?
Aos alunos que deus ilumine seus passos e seu caminho. Que seus sonhos se realizem. Lutem, acreditem no futuro e na vida que Deus lhes reservou. Que deus abençoe os professores e lhes dê muita coragem para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia. E que no coração de vocês permaneça sempre esta palavra representada por três letrinhas: “PAZ”. Pois através da paz que conseguiremos um coração cheio de alegria e amor.

Entrevistas para o 3º exemplar do "Notícias da Hora"

Entrevista com a diretora da E.E. “Dr. Edgardo da Cunha Pereira”

Maria Aparecida Pereira da Silva desde criança brincava de escolinha e sonhava ser professora . O tempo passou e o sonho realizou. Fez o curso de magistério e começou a trabalhar na Escola Municipal “Irmã Maria de Lourdes” e na CNEC. Trabalhou também na Escola Municipal “Senador Souza Viana”, sendo mais tarde transferida para a E. E. “Dr. Edgardo da Cunha Pereira”, onde tem dois cargos. Sempre trabalhou na área das Ciências Físicas e Biológicas, como professora de física, química, ciências e matemática. Desde 2004 é a diretora da nossa escola.
Jéssica, Thais, Iasmin, Karla, Ilda Gabriela e a diretora Aparecida Pereira.


01- Com tanta experiência como educadora o que a profissão lhe ensinou?
Esta profissão é muito gratificante, pois estamos sempre ensinando e aprendendo, mesmo depois de trinta anos de experiência entendo que temos muito que aprender.

02- Considerando sua experiência como profissional da educação, a senhora acha que a evolução tecnológica contribui para melhorar o desempenho dos alunos na sala de aula?Por quê?
A evolução tecnológica com certeza contribui para melhorar o desempenho dos alunos na sala de aula. Porém a escola ainda não adota metodologias voltadas para o uso das tecnologias disponíveis. È preciso a evolução dos profissionais da educação também. Mudança de metodologias.

03- Na sua opinião, qual a importância da educação escolar na vida das pessoas?
A educação escolar é importante em todos os sentidos. A educação é a maior herança que qualquer pai pode deixar para seus filhos. Uma pessoa sem estudo acaba perdendo grandes oportunidades de crescerem profissionalmente e de conseguir um bom emprego.

04- Nossos colegas foram selecionados e convidados a participar da etapa da OBFOG em Mendes – RJ. O que isso significa para a escola? E para os alunos?
Para a escola a participação dos alunos na OBFOG significa que podemos ir além dos muros da escola. Quanto aos alunos o mais importante, acredito que foi a experiência adquirida, o contato com as pessoas de outros estados, com outra visão, e com certeza muitos medos foram eliminados.

05- Comparando a educação escolar no seu tempo de estudante e a de hoje, a que conclusão a senhora chega?
Com certeza no meu tempo era muito diferente. Primeiro por que os alunos não tinham tantas oportunidades como hoje. Avaliava-se somente através de provas. Se no final do ano faltasse um décimo, o aluno fazia a segunda época (tipo recuperação) se não conseguisse era reprovado pois não existia Progressão Parcial. Na verdade, o estudo era levado a sério e estudava-se muito. Respeitávamos os professores. Não existia xérox, tudo era copiado mesmo, inclusive as provas. Hoje sentimos que a maioria dos estudantes não valoriza os estudos, não querem ter responsabilidades, não têm disciplina, respeito pelos professores e isso tem prejudicado o desempenho dos alunos e desestimulado os professores.

06- Muitas reformas foram feitas na escola, melhorando sua estrutura física. A senhora acha que precisa mais alguma mudança?
Realmente, quando comecei na direção não tínhamos espaço para uma reunião, assembléia. Hoje a escola está muito bem, mas já enviei mais três planilhas para a SEE solicitando o reboco, pintura dos muros e pintura geral da escola, uma despensa e banheiros próximos a cantina. Porém uma coisa é certa, não é escola bonita que faz melhorar os resultados.

07- Como diretora, o que a senhora tem a dizer sobre a participação dos pais na vida escolar dos filhos?
A participação dos pais é muito pequena. Um dos nossos desafios é justamente conseguir uma maior participação dos pais na vida escolar dos filhos.

08- O que a senhora gosta mais: ser professora ou ser diretora?
Trabalhei em sala de aula, do primário ao ensino médio, durante vinte e seis anos e estou a cinco anos na direção. Hoje tenho certeza que ser professora é muito mais gratificante.

09- Deixe uma mensagem para os professores e alunos desta escola.
Alunos estudem, estudem, estudem. Não percam tempo e nem as oportunidades. Professores nunca percam o entusiasmo.




Participantes: Iasmin, Ilda Gabriela, Jéssica, Karla e Thaís (1°A)