terça-feira, 30 de junho de 2009

Entrevista com Luiz Mauro

1.Senhor Luiz Mauro a que ponto a crise financeira afetou o município de Abaeté?

Na atividade agropecuária o maior impacto foi devido a que
o preço do leite que teve uma redução de aproximadamente 20% no preço médio pago ao produtor. Sendo o leite o principal produto da nossa região todo o comercio e a economia da nossa cidade foi afetada. Uma vez que devido ao cenário econômico anterior no qual se tinha uma projeção de aumento nos preços do leite vários produtores fizeram grades investimentos para aumento de produção e muitos deles foram feitos com investimento alocados através de financiamentos em bancos diante da atual situação vários produtos de financiamentos em bancos diante da atual situação vários produtores estão tendo dificuldades para honrar seus compromissos.

2.O Numero de empréstimos aumentou ou diminuiu com a crise financeira? Por quê?

O numero de empréstimos tem aumentado nos últimos anos não podendo ser relacionado ao fator econômico “crise”, esse crescimento tem ocorrido devido às linhas de credito que o governo federal tem disponibilizado aos produtores rurais principalmente aos produtores que tem seu regime econômico baseado na agricultura familiar. Pois são programas que oferecem créditos com juros baixos e com longo prazo de pagamento.


3.Na sua opinião financiar a produção, seja ela agrícola ou pecuária, em momento de crise é um bom negócio?

Todo investimento tem que ser muito bem analisado antes que se faca qualquer tipo de financiamento. Após analise de mercado bem feita, às vezes o financiamento seja um bom negócio, pois existem linhas de credito que podem ser usados em vários momentos da produção, dando ao produtor flexibilidade de estar negociando sua produção no melhor momento.

4.Como a crise afetou o meio rural?

Como no meio urbano o efeito da crise trouxe vários prejuízos, o maior deles em minha opinião é o desemprego. E outro efeito que me preocupa é que alguns produtores param de fazer investimentos e com isso os fatores se agravam ainda mais.

5.O Que os fazendeiros falam sobre a crise?

Para os produtores rurais a crise é mais um momento de dificuldades no qual temos que nos tornar mais eficientes e competitivos para ficar no mercado, pois vivemos em uma economia capitalista na qual não podemos ficar parados no tempo e nem diante das dificuldades e obstáculos do dia a dia, pois nossos concorrentes estão cada vez mais eficientes com crise ou cem crise.

6.Para o senhor o que as lideranças públicas podem fazer para reduzir os efeitos da crise?

Em minha opinião as lideranças que ter uma preocupação de tornar nosso país cada vez mais forte economicamente e mais produtivo para que possamos sempre contar com uma balança comercial mais forte sendo assim estaríamos, mais seguros em relação a essa crise.

7.O Que o sindicato pode fazer para minimizar a crise no campo?

Estamos trabalhando diariamente com os produtores mostrando a eles através de palestras e eventos educativos e de reciclagem que temos que ser cada dia maios profissionais e participando de reuniões e debates a nível estadual e nacional para mostrarmos nossos interesses e nossas necessidades.

8.Com a balsa de valores (Bovespa) sempre em alta a economia volta a ser estimulada?

Acho que sim, eu sempre digo que crise é feita por especulação de quem tem capital e para de fazer investimentos por imaginar que não terá retorno daí começa a recessão, ou seja, o dinheiro deixa de girar. Apartir do momento no qual as bolsas de valores começam a figurar outras perspectivas os investidores passam a girar seu capital.

9.No momento investimento na criação de gado é propicio?

No atual momento, quem investe na pecuária não esta tendo um bom retorno comparado com o ano passado, pois os cursos de produção subiram e não ocorreu o mesmo com o preço na ora da venda de animais e de produtos como o leite.

10.O Senhor concorda com o que o presidente lula quando ele diz que “A Crise chegara ao Brasil como uma marolinha”?

De maneira alguma. Toda recessão financeira tem que ser tratada como um problema pode ser ele menor escala ou em grande escala, mas sabemos que os efeitos da crise podem ser grandes, mas não podemos desconsiderá-los como ele fez.

11.O Senhor acha que o presidente Lula tem feito algo de concreto para minimizar as conseqüências da crise?

Não consegui ver nenhuma ação efetiva do presidente no que se trata eficaz para minimizar os efeitos da crise ele esta fazendo na verdade é muita política em cima do assunto.

12.Se o senhor fosse o presidente que medidas tomaria para acabar com a crise?

Acho que não existe formula mágica e sim uma seqüência de ações econômicas e governamentais que poderia deixar o país mais forte e competitivo como é o caso da China que vem tendo um crescimento muito grande em relação aos outros países.

13.Na sua opinião por que a crise afetou mais os Estados Unidos provocando a falência de vários bancos,e no Brasil chegou menos potente?

No ano passado em agosto participei de um seminário e em uma das palavras o ex-ministro Luis Rosenberg mostrou dados econômicos que apontavam o Brasil em uma situação mais confortável economicamente que os EUA. Diane destes dados pôde confirmar que os bancos americanos estavam fazendo um credito que não existia no dia que foi retomada deste credito veio à falência dos bancos o que não ocorria no Brasil.

14.O salário dos trabalhadores rurais sofre ameaça com essa crise? Isso interfere na produção?


Diante das altas que o salário mínimo vem tendo o custo de mão de obra é dos centros de custo que pesa muito na agropecuária e o que ocorre de ameaça aos trabalhadores é o risco de desemprego.

15.De que forma a crise interfere em seus investimentos produtivos?

De certa maneira eu fico um pouco mais receoso em fazer investimentos pesada como ampliações no numero de animais que trabalho normalmente, mas eu sempre digo que no momento de crise temos que ter uma única atitude como regra pegar a palavra crise e chutar o s e formar a palavra crie temos sim que criar novas idéias e novos métodos de produção para que possamos separar essa recessão.

16.Essa crise afeta em maior quantidade o empregador ou o empregado? De que maneira?

Acho que ambas ficam afetadas, principalmente o empregador que na maioria das vezes tem que se desfazer de patrimônio já consolidado para poder segurar sua fazenda e seus empregados.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Crise Financeira Internacional

A crise financeira internacional revela-se cotidianamente em nosso meio através dos diversos veículos de comunicação existentes, como, principalmente, os noticiários, os quais apresentam manchetes cada vez mais intimadoras.

Mas qual será a causa dessa crise? A falta de liquidez no mercado é a resposta mais viável.

Todavia, essa crise tem uma série de conseqüências como desemprego, dívidas de todas as espécies e setores, retenção de créditos, entre vários outros problemas que atingem, direta e indiretamente, todo o contingente populacional mundial.

Isso tem provocado preocupações governamentais, mas também populacionais. Os governos procuram intervir na economia tentando, pelo menos amenizar essa situação. E a população? Vem fazendo alguma coisa? Acredito que sim, porém, mas explicitamente, em âmbito regional.

Agora, cabe a nós ficarmos cientes desse assunto e lutar pela sua solução.

Entrevista


Para melhor entendimento, nós alunos do 1º B fizemos uma entrevista com Waldemir Mendes Morato de Andrade (Cicí), proprietário da Sertaneja.

  1. Na sua opinião, quais as conseqüências da crise econômica internacional para a nossa região?

De uma maneira geral, as conseqüências da crise se refletem em todos os setores produtivos da nossa região, principalmente na questão da exportação e mão- de -obra; pois o nosso município se destaca no escoamento de matérias-primas (como leite, carnes bovinas e suínas), e se as indústrias não comprarem esses produtos, a empresa terá que reduzir seus investimentos ocasionando a diminuição da mão-de-obra o que afeta diretamente a sociedade”.

  1. Já que a crise é internacional, ela afeta de forma direta ou indireta a sua empresa? Cite um exemplo.

Direta. Pois com a crise as pessoas procuram reduzir seus gastos, especificamente na área do lazer, e as empresas diminuem a exportação decargas que afeta principalmente o setor de transporte”.


  1. Essa crise afeta em maior quantidade o empregador ou o empregado? De que maneira?

Ambos. Pois com a queda de produção a empresa visa reduzir custos, o que se reflete na demissão dos empregados, já que por lei, seus salários não podem ser reduzidos. Com isso, há diminuição dos lucros que interfere no capital do empregador”.

  1. Na sua opinião, os países emergentes são mais atingidos?

Sim. Pois como eles possuem poucos recursos (inclusive capital) são obrigados a recorrer aos países desenvolvidos, devido à sua dependência. E como estes estão em crise, a tendência dos países emergentes é piorar sua situação”.


  1. De que forma a crise interfere em seus investimentos produtivos?

Com a crise a empresa tem menos lucros e consequentemente menos capital para investir em sua produção”.


  1. Para você, a quem cabe a responsabilidade da crise?

Muitos empresários culpam os norte-americanos, porém a todos nos cabe uma parcela de culpa”.


  1. A seu ver, qual a causa da crise?

A crise começou com o endividamento de financiamentos imobiliários e com a acumulação de produtos industrializados que deveriam ser consumidos pela população”.


  1. Todos os países estão sendo atingidos pela crise. As conseqüências desta são diferentes nos países pobres e ricos? Por quê?

Sim. Pois os países ricos possuem mais capital para amenizar as conseqüências da crise, enquanto os pobres não dispõem de tal benefício”.


  1. Na sua opinião, qual seria a melhor atitude a ser tomada pelo governo para tentar resolver e amenizar as conseqüências dessa crise?

Investir no setor industrial, em seu maquinário, diminuição de impostos,aumento de produção e recontratação de empregados”.

  1. E a população, o que deve fazer para minimizar os efeitos da crise?

Diminuição de gastos e planejamentos antes de se fazer empréstimos”.

  1. A seu ver, o fim desse problema internacional está próximo ou distante? Por quê?

Distante. Pois devido a amplitude desse problema sua resolução não seria em tão pouco tempo”.

Componentes: Ana Letícia, Dalvan, Jéssica Macedo, Mirele, Nayara e Payla.



Alunas do 1° B e o empresário "Cici da Sertaneja"




Alunas do 1° B entrevistando o empresário "Cici da Sertaneja"