A crise financeira internacional revela-se cotidianamente em nosso meio através dos diversos veículos de comunicação existentes, como, principalmente, os noticiários, os quais apresentam manchetes cada vez mais intimadoras.
Mas qual será a causa dessa crise? A falta de liquidez no mercado é a resposta mais viável.
Todavia, essa crise tem uma série de conseqüências como desemprego, dívidas de todas as espécies e setores, retenção de créditos, entre vários outros problemas que atingem, direta e indiretamente, todo o contingente populacional mundial.
Isso tem provocado preocupações governamentais, mas também populacionais. Os governos procuram intervir na economia tentando, pelo menos amenizar essa situação. E a população? Vem fazendo alguma coisa? Acredito que sim, porém, mas explicitamente, em âmbito regional.
Agora, cabe a nós ficarmos cientes desse assunto e lutar pela sua solução.
Entrevista
Para melhor entendimento, nós alunos do 1º B fizemos uma entrevista com Waldemir Mendes Morato de Andrade (Cicí), proprietário da Sertaneja.
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Na sua opinião, quais as conseqüências da crise econômica internacional para a nossa região?
“De uma maneira geral, as conseqüências da crise se refletem em todos os setores produtivos da nossa região, principalmente na questão da exportação e mão- de -obra; pois o nosso município se destaca no escoamento de matérias-primas (como leite, carnes bovinas e suínas), e se as indústrias não comprarem esses produtos, a empresa terá que reduzir seus investimentos ocasionando a diminuição da mão-de-obra o que afeta diretamente a sociedade”.
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Já que a crise é internacional, ela afeta de forma direta ou indireta a sua empresa? Cite um exemplo.
“Direta. Pois com a crise as pessoas procuram reduzir seus gastos, especificamente na área do lazer, e as empresas diminuem a exportação decargas que afeta principalmente o setor de transporte”.
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Essa crise afeta em maior quantidade o empregador ou o empregado? De que maneira?
“Ambos. Pois com a queda de produção a empresa visa reduzir custos, o que se reflete na demissão dos empregados, já que por lei, seus salários não podem ser reduzidos. Com isso, há diminuição dos lucros que interfere no capital do empregador”.
Na sua opinião, os países emergentes são mais atingidos?
“Sim. Pois como eles possuem poucos recursos (inclusive capital) são obrigados a recorrer aos países desenvolvidos, devido à sua dependência. E como estes estão em crise, a tendência dos países emergentes é piorar sua situação”.
De que forma a crise interfere em seus investimentos produtivos?
“Com a crise a empresa tem menos lucros e consequentemente menos capital para investir em sua produção”.
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Para você, a quem cabe a responsabilidade da crise?
“Muitos empresários culpam os norte-americanos, porém a todos nos cabe uma parcela de culpa”.
A seu ver, qual a causa da crise?
“A crise começou com o endividamento de financiamentos imobiliários e com a acumulação de produtos industrializados que deveriam ser consumidos pela população”.
Todos os países estão sendo atingidos pela crise. As conseqüências desta são diferentes nos países pobres e ricos? Por quê?
“Sim. Pois os países ricos possuem mais capital para amenizar as conseqüências da crise, enquanto os pobres não dispõem de tal benefício”.
Na sua opinião, qual seria a melhor atitude a ser tomada pelo governo para tentar resolver e amenizar as conseqüências dessa crise?
“Investir no setor industrial, em seu maquinário, diminuição de impostos,aumento de produção e recontratação de empregados”.
E a população, o que deve fazer para minimizar os efeitos da crise?
“Diminuição de gastos e planejamentos antes de se fazer empréstimos”.
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A seu ver, o fim desse problema internacional está próximo ou distante? Por quê?
“Distante. Pois devido a amplitude desse problema sua resolução não seria em tão pouco tempo”.
Componentes: Ana Letícia, Dalvan, Jéssica Macedo, Mirele, Nayara e Payla.
Alunas do 1° B e o empresário "Cici da Sertaneja"
Alunas do 1° B entrevistando o empresário "Cici da Sertaneja"
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